Bom dia, leitor. Segunda-feira chegou e o Brasil não parou nem no fim de semana. Tem votação histórica no Congresso chegando, imposto que está no bolso do MEI, IA chegando na advocacia e uma data que o país inteiro precisa lembrar hoje. Vamos lá — direto e sem enrolação.
DESTAQUE — A semana que pode mudar sua escala de trabalho
A Câmara dos Deputados tem uma missão para esta semana: votar até o dia 27 de maio a PEC que acabaria com a escala 6x1 — aquela em que o trabalhador bate seis dias seguidos para descansar apenas um.
O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o tema interessa a 70% da população e que há uma decisão política de avançar com a proposta ainda em maio. Hoje, a comissão especial abre a semana com uma audiência pública ouvindo os empregadores — o outro lado do debate.
Três propostas estão na mesa: redução gradual para 36 horas em dez anos, semana de quatro dias com 36 horas, e a proposta do governo de ir para 40 horas com duas folgas fixas. Nos bastidores, parte do governo já discute mecanismos de compensação para MEIs e pequenas empresas, incluindo a possível ampliação do teto de faturamento do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 144 mil.
O que isso significa para você: Se você tem funcionários ou trabalha no comércio e serviços, essa votação afeta diretamente sua folha de pagamento. Acompanhe — a Vereda vai te contar o resultado assim que sair.
POLÍTICA — IOF: o imposto que voltou a incomodar
Enquanto o Congresso discute jornada de trabalho, outro tema segue esquentando os bastidores: empresários e investidores seguem criticando as recentes alterações no IOF, que impactam desde operações de câmbio até fintechs e empresas do Simples Nacional. A alteração mais polêmica determinou a duplicação da tarifa do IOF para operações diárias realizadas por pessoas jurídicas, atingindo diretamente MEIs e empresas do Simples Nacional que precisam de crédito.
A favor: O governo diz que as mudanças buscam corrigir distorções e equilibrar as contas públicas, sem aumentar o imposto para pessoas físicas.
Contra: Quem empreende no pequeno vê crédito ficar mais caro exatamente quando a economia ainda tenta ganhar fôlego.
ECONOMIA — Juros caindo, dólar recuando
Uma boa notícia para variar: a Selic, que chegou a 15% ao ano — maior nível em quase duas décadas — deve fechar 2026 em 13%. O dólar, que chegou a R$ 5,40 há algumas semanas, já recuou e a projeção é de R$ 5,20 até dezembro.
O que isso significa para você: crédito mais barato está no horizonte. Quem está pensando em financiar imóvel, carro ou expandir um negócio, o segundo semestre tende a ser mais favorável que o primeiro.
NO RADAR — O trabalho está mudando. E rápido.
Uma pesquisa recente mostra que profissionais que incorporaram ferramentas digitais no dia a dia estão fechando mais negócios, atendendo mais clientes e trabalhando menos horas. O movimento não é exclusivo de uma área — médicos, contadores, engenheiros e gestores já sentiram a diferença.
A pergunta não é mais "vou precisar disso algum dia?" A pergunta agora é "quanto tempo ainda vou ficar sem?"
MINAS EM FOCO — Hoje é dia de lembrar e agir
Hoje, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes — o coração do Maio Laranja, que completa 26 anos de mobilização nacional em 2026.
Os números são duros: cerca de 500 mil crianças e adolescentes sofrem violência sexual todos os anos no Brasil. A maioria tem menos de 13 anos, os crimes acontecem dentro de casa, e apenas uma pequena fração chega a ser denunciada.
Em Minas Gerais, municípios como Poços de Caldas realizam ações hoje. O canal de denúncia é o Disque 100 — gratuito, anônimo, 24 horas.
Falar sobre isso não é confortável. Mas o silêncio protege o agressor, não a criança.
Até amanhã, leitor. A Vereda estará aqui — abrindo o caminho no meio do barulho.
Os conteúdos da Vereda são produzidos com base em informações de domínio público, reescritas e curadas pela equipe editorial. Imagens utilizadas são de licença livre ou domínio público. Fontes: Agência Brasil, Câmara dos Deputados, CNN Brasil, Brasil 247, Banco Central.